Quero me livrar de todo esse mal ou quem sabe bem, que me machuca
Não sou assim tão forte quanto achava
Um nó que parece eternizado na minha cabeça, costas, garganta.
Chega, não quero mais.
Quero chegar em casa e sentir o aconchego que antes me propusera
Quero aquele interesse especial que se perdeu pela continuidade
Quero sentir, conhecer, aprender, conversar, tocar, correr, respirar, bater, apanhar.
Tirar essa cara inchada, olhos vermelhos
Como dizia Caio Fernando de Abreu que seja doce, que seja doce, que seja doce, que seja doce, que seja doce, que seja doce, que seja doce.
Librianos sempre morrendo de amor, confusos, soltos, livres.
Desperdiçar a vida talvez não seja a inteligência essencial
Chega do ou tudo ou nada, o intermeio me interessa mais
Pronto, acabou.
Acabou mais uma vez, e vai sempre acabar outra vez e outra e outra.
É o ciclo vicioso, dependência.
A casa é sua, chegou a hora de limpar.
Amanha é domingo ainda tenho tempo pra mudar.
(Sol Gira)